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Presidente da República de Cabo Verde recebe placa de Fernando Leça

O presidente da República de Cabo Verde, Comandante Pedro Pires, visitou o Memorial da América Latina, na manhã do domingo, 2 de outubro de 2005. Pequeno arquipélago de 500 mil habitantes situado próximo à costa ocidental da África, Cabo Verde tem grandes afinidades com o Brasil: ambos os países são ex-colônias lusitanas, falam o idioma português e cultivam semelhanças na música, gastronomia etc. Em viagem oficial, o Comandante encontrar-se-á não apenas com autoridades: faz questão de receber os estudantes cabo-verdeanos em diversas cidades brasileiras e conhecer as instituições universitárias nacionais. Cabo Verde faz parte da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), ao lado de Moçambique, Angola, Sâo Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Timor Leste, Brasil e Portugal.

No Memorial, a delegação africana foi recebida pelo presidente da Fundação, Fernando Leça, no Salão de Atos Tiradentes. Neste “espaço catedrático”, que homenageia o herói da independência brasileira, o Comandante Pedro Pires deixou uma mensagem por escrito no Livro de Ouro do Salão de Atos. Apresentado por Fernando Leça, o Comandante Pedro Pires foi definido como o “grande responsável pela independência de seu país.” Leça entregou ao comandante uma placa em reconhecimento à sua ação política. A homenagem também é um convite ao Cabo Verde, para se aproximar mais da Fundação Memorial e da América Latina.

Na ocasião, acontecia a “Celebração dos encontros”, cerimônia em que membros da Orquestra Jazz Sinfônica, dos índios Ikolem Gavião de Rondônia e do grupo afro-maranhense Cupuaçu faziam um “reconhecimento” informal. Eles vão apresentar a sinfonia multi-étnica “ÍMÃ ETÊ – A verdade que atrai”, da compositora Priscilla Ermel,no dia 8 de outubro, às 21h00, no auditório Simón Bolívar. O presidente de Cabo Verde pode então ver ao vivo as vertentes culturais que resumem um pouco o Brasil. Encantou-se especialmente com o cacique Cebirop Ikolem, com quem aprendeu que “na origem do mundo, o deus criador deu ao seu povo o nome de Ikolem, que significa Gavião em português.”

Nascido na Ilha do Fogo, em 1934, Pedro de Verona Rodrigues Pires seguiu para Lisboa em 1956. A intenção original era concluir o curso na Faculdade de Ciências, mas, em convivência com nacionalistas originários de outras colônias, na Casa de Estudantes do Império, consolidou sua consciência patriótica, e resolveu, cinco anos depois, ao lado de um grupo de jovens estudantes, abandonar clandestinamente Portugal e ingressar no movimento de libertação. Com o tempo tornou-se seu principal líder e, em 5 de julho de 1975, proclamou a Independência da República do Cabo Verde.

Do Salão de Atos Tiradentes a comitiva presidencial seguiu para o Parlamento Latino-americano, onde foi recebido pelo diretor-geral do Parlatino, Amadeu da Costa Ribeiro. Em seguida, rumaram até o Pavilhão da Criatividade. Recepcionados pela curadora do local, Maureen Bisilliat, o mandatário africano pode apreciar o rico artesanato latino-americano.

Imagens

Home: Observado pelo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Domingos Mascarenhas, e pelo cônsul Aguinaldo Rocha, o Presidente do Cabo Verde, Comandante Pedro Pires, recebe placa do diretor-presidente do Memorial, Fernando Leça.

Nesta pág:

Foto 1: Comandante Pedro Pires assina Livro de Ouro do Salão de Atos Tiradentes

Fotos 3: Teresa Santos - brasileira que participou das lutas de independência da África de língua portuguesa, comprimenta o cônsul cabo-verdeano Aguinaldo Rocha.

Fotos e textos: Eduardo Rascov

Veja mensagem do comandante Pedro Pires.

Veja mais fotos do encontro.


Fonte: Memorial


 

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