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'I Seminário Formação de Platéia para o Teatro' disponível em audio

   

Audios do seminário

 O I Seminário Formação de Platéia para o Teatro aconteceu na manhã do dia 26 de agosto, no Memorial da América Latina. Organizado pelo Memorial e pela APTI - Associação de Produtores Teatrais Independentes, o seminário contou com a participação de alguns dos principais agentes culturais do Brasil, incluindo os palestrantes: Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc-SP, Maria Helena Guimarães de Castro, secretária de Estado da Educação, Maria Thaís, diretora e pesquisadora teatral, e Cristóvam Buarque, senador e ex-ministro da Educação.

Na platéia, estavam atores, diretores e produtores como Beatriz Segall, Antônio Abujamra, Irene Ravache, Denise Fraga, Ney Piacentini, entre outros, além de professores.

O diretor de atividades Culturais do Memorial, Fernando Calvozo, abriu o seminário falando do pontapé inicial que o Memorial deu este ano para um projeto amplo de democratização do teatro e formação de platéia, que foi a realização do I Festival de Teatro Ibero-Americano, realizado no mês de março. Em oito dias, 10 mil pessoas passaram pelo local, para assistir a peças gratuitamente.

O próximo passo, segundo ele, é uma parceria com a ABTI para implantar, também no Memorial, o Mês Teatral e trazer para o auditório Simon Bolívar peças teatrais a preços populares entre janeiro e fevereiro de 2009. “É um resgate do projeto que existia no Teatro Municipal”, disse. O ator e produtor Odilon Wagner, presidente da ABTI, concordou e afirmou que o Mês Teatral vai entrar no calendário de eventos de São Paulo.

O primeiro conferencista foi o diretor do Sesc, Danilo Santos de Miranda, que contou a história da instituição, criada em 1946. Segundo ele, o Sesc começou com uma perspectiva assistencialista em relação ao trabalhador, mas foi evoluindo e virou o que é hoje, um lugar de valorização do lazer cultural e da cultura em si. “Desde então, o teatro passou a ter um papel significativo neste contexto de ação cultural como ferramenta para a educação permanente”, disse Miranda, que defendeu a criação de uma secretaria especial para o teatro.

Miranda disse que o Sesc tem a missão de formação e ampliação de platéia e que procura criar condições para que as pessoas aprendam a linguagem do teatro, dando espaço a todas as manifestações teatrais.

A secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro falou da nova proposta curricular para as escolas estaduais e do programa Cultura é Currículo, que atua em três frentes: a escola sai da escola (levar os alunos a museus e outros espaços culturais), a escola em cena (levá-los ao teatro ou levar o teatro à escola) e o cinema vai à escola.

Segundo ela, o teatro na escola ajuda a desenvolver as principais competências do aluno: a  leitura e a escrita. A secretária convidou a classe teatral a entregar propostas e sugestões, no que foi prontamente atendida e isso gerou um debate intenso entre os participantes. O principal do debate foi sobre a necessidade de se preparar também diretores e professores para lidarem com textos teatrais e com o teatro na escola, para valorizarem a arte junto aos alunos.

Maria Thais disse que é necessário atingir a todos os públicos e compreender o efeito, “caso contrário, teremos apenas uma minoria engajada na participação do teatro”. Para ela, o mais difícil é lutar por que mais pessoas tenham acesso à cultura em geral, e não só ao futebol, por exemplo.

Cristóvam Buarque disse que incentiva o projeto de colocar cinema nas escolas, para que os alunos possam, desde o ensino fundamental, ter acesso á cultura. “Não posso aceitar que uma escola tenha um professor de educação física e não tenha um educador de teatro ou de música, é necessário resgatar esse tipo de valor e mudar esse atual modelo pedagógico”. Buarque disse ainda que as crianças deveriam ser levadas ao teatro, como um programa organizado na grade de formação.

Buarque afirmou: “Não podemos formar uma platéia restrita, tenho o ponto de vista de um brasileiro angustiado em ver um povo dividido e não integrado, esse apartheid social, essa divisão que só a elite tem acesso ao conhecimento”. Ele disse que os artistas têm papel fundamental para lutar pelo acesso à cultura. “Temos que olhar o Brasil inteiro como um palco, ou a gente muda ou vamos continuar com esse jeitinho brasileiro de tapar buracos, levar o teatro para a escola e, assim, levar o Brasil para a escola”, disse.

Fotos 1, 2 e 3: Paloma Varón
Foto 4: Vanessa Magalhães


Fonte: Departamento de Comunicação Social


 

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